PARA CRIANÇAS

PARA CRIANÇAS

EDUCAÇÃO FINANCEIRA E PREVIDENCIÁRIA PARA CRIANÇAS

O Brasil ainda não tem o hábito da poupança enraizado em sua cultura, mas isso não quer dizer que você não possa fazer diferente e ensinar seus filhos a serem financeiramente independentes. Mais do que cálculos e planilhas, educação financeira consiste em um comportamento cultivado ao longo da vida.

Segundo Cássia D'Aquino, especialista em educação financeira e autora do livro "Dinheiro Compra Tudo? - Educação Financeira Para Crianças" (ed. Moderna), em uma entrevista, uma criança bem educada financeiramente não é aquela que não gasta, mas a que aprende a escolher como gastar.

Confira, abaixo, alguma de suas dicas para abordar o assunto com os pequenos:

  • Tão importante quanto educar os filhos é educar os pais. Os pequenos tendem a reproduzir os exemplos que têm em casa.
  • Desde pequena, a criança já começa a pedir aos pais que lhe comprem coisas. Nesse momento, tente explicar que existem variáveis que influenciam o consumo, como “querer x precisar” e “caro x barato”.
  • Conforme os filhos forem amadurecendo, tente incutir neles os conceitos de poupança, investimentos e metas. Aquele cofrinho cheio pode virar algo maior – como uma caderneta de poupança ou um plano de previdência privada - quando eles conseguirem atribuir valor a essa reserva
  • Aprenda a lidar com o sentimento de não poder satisfazer todos os desejos deles.
  • Até os 11 anos, segundo a especialista, é mais indicado dar “semanadas”, em vez de mesadas, pois, para as crianças, o planejamento semanal é mais factível. Dessa forma, em caso de erro ou de má administração de dinheiro, elas sempre poderão recomeçar em pouco tempo.
  • Já depois dos 11 anos, devido à maior maturidade da abstração temporal da criança, seria possível substituir a semanada pela mesada. Essa é uma oportunidade de colocar mais responsabilidades em suas mãos, como o pagamento de seu lazer ou de sua conta de celular.
  • Cumpra os prazos e datas estipulados para o pagamento da mesada.
  • Evite vincular a mesada/semanada à ideia de recompensa por bom comportamento ou desempenho escolar. Para a especialista, esse tipo de relação configura suborno. Além disso, a suspensão da mesada como punição não contribui para a maturidade financeira.
  • É comum outros parentes, como tios e avós, influenciarem a educação financeira dos filhos, mesmo que negativamente. Imponha limites e, se for o caso, estimule os membros da família a abrirem uma poupança ou uma previdência privada para posteridade.
  • Ao abordar o tópico da crise econômica, fuja do sermão. Tente incluir temáticas relacionadas à economia em situações rotineiras, como refeições em família e brincadeiras, antes de os pequenos desenvolverem qualquer vício de consumo.