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HISTÓRICO ECONÔMICO BRASILEIRO

É possível dizer que a história econômica do Brasil é marcada por diversos acontecimentos, principalmente os anos 80, que ficaram conhecidos como “Década Perdida”, devido ao aumento do déficit público e, consequentemente, a estagnação da economia. Neste período, diversas estratégias foram estabelecidas, como os Planos Cruzado, Bresser e Verão, com a finalidade de conter a inflação.

Uma postura política econômica ortodoxa (que prega a redução de gastos públicos e o forte ajuste fiscal) foi adotada na década de 80, por pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estabeleceu certas regras no país, como o equilíbrio do orçamento público, redução e controle da moeda em circulação, entre outras medidas monetárias. Na década de 90, com promessas de renovação, Fernando Collor de Mello foi eleito Presidente do Brasil, após 30 anos sem eleições diretas. Entre suas principais medidas, estavam a mudança da moeda, alteração do cálculo de correção monetária e sistemático das aplicações financeiras, demissão de funcionários públicos e confisco dos depósitos bancários por dezoito meses, com o objetivo de reduzir a quantidade de capital em circulação e o congelamento de preços e salários.

Com suas medidas econômicas polêmicas, o Governo Collor foi um marco na quebra de barreiras tarifárias. A economia brasileira foi aberta ao mercado internacional, possibilitando a entrada de importações. Porém, as soluções encontradas pelo presidente não foram efetivas. Seus planos geraram uma forte recessão, altos níveis de desemprego e insatisfação popular. Esse cenário resultou em grandes acusações de corrupção, que levaram ao impeachment do Presidente, em 1992.

Após assumir a Presidência da República, Itamar Franco, vice de Collor, alcançou a sonhada estabilidade econômica, por meio do Plano Real, período em que o Real se igualou ao Dólar. Porém, esta medida não foi sustentada por muito tempo, já que aumentou a pobreza no país. Logo, o Real voltou a ser uma moeda de câmbio flutuante, em 1999.

Os anos 90 foram marcados, também, pelas privatizações, fusões, aquisições e entrada de empresas internacionais no Brasil. Negócios locais precisaram se adaptar a essa nova realidade empresarial, e aqueles que não se fundiam ou eram vendidos expandiam seus meios de atuação no mercado.

O primeiro trimestre dos anos 2000 foi marcado pelo crescimento de 3% do mercado, mas logo deu espaço às preocupações relacionadas às altas taxas de juros, provocadas pela falta de reserva de dinheiro interno. Em 2002, o mercado se enchia de expectativa de mudanças econômicas que seriam, supostamente, realizadas pelo novo Presidente, Lula. Essas alterações, porém, não foram feitas. O governo prosseguia com as medidas estabelecidas na administração anterior. Nesse período, o Brasil alcançou a desaceleração da inflação, diminuição do nível de desemprego e a estabilidade e controle da economia nacional.

Os fatores que contribuíram para a redução do desemprego no país marcaram a economia brasileira. Foram eles: a desvalorização do dólar, controle da inflação, aumento do número de funcionários públicos e investimentos no setor privado.

Atualmente, provocada pela falta de investimento na infraestrutura e o planejamento econômico de curto prazo, uma nova recessão assola a economia brasileira. Sob a tensão de um possível impeachment da Presidente Dilma Roussef, vivemos a expectativa das medidas adotadas pelo Presidente Interino, Michel Temer.